as mãos enormes
e a boca expressiva.
Nos olhos denúncia,
e a vida
(incômodo)
quase sempre vazia.
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Trimera Revista

Fico cada dia mais feliz com as visitas e comentários neste blog. Muitíssimo obrigada. E agora dando o devido valor a um trabalho que participo, este post tem como utilidade divulgar a revista Trimera, na qual presto meus singelos serviços de "arroz", ou seja, acompanho de tudo dentro dela.
Ela já está no número 3, as anteriores podem ser conferidas no blog da revista: Trimera.
A referida em questão está nas bancas de revistas de nossa querida Teresina e algumas do interior do Piauí. Espero que apreciem este trabalho que, ao contrário de muito que se grita pela nossa cidade a respeito de cultura, sobrevive e cresce valorizando artistas da terra do sol!
O preço é o de sempre, só R$3,00 reais.
Agradeço desde já, pois sei que irão se deleitar com o nosso trabalho!
(Quem diria hein? Uma propaganda por aqui! Mas, já foi dito por aí que investir em cultura é mais barato que arcar com as despesas da ignorância...)
Ela já está no número 3, as anteriores podem ser conferidas no blog da revista: Trimera.
A referida em questão está nas bancas de revistas de nossa querida Teresina e algumas do interior do Piauí. Espero que apreciem este trabalho que, ao contrário de muito que se grita pela nossa cidade a respeito de cultura, sobrevive e cresce valorizando artistas da terra do sol!
O preço é o de sempre, só R$3,00 reais.
Agradeço desde já, pois sei que irão se deleitar com o nosso trabalho!
(Quem diria hein? Uma propaganda por aqui! Mas, já foi dito por aí que investir em cultura é mais barato que arcar com as despesas da ignorância...)
Domingo, 28 de Junho de 2009
Da poesia na vida
Bobeira de domingo, resolvi escrever algo para descongestionar o juízo. Estava lendo Ana Cristina César e ruminando idéias poéticas, mais ainda, revivendo minha história com a poesia. Sempre vi simplicidade na poesia, até nas mais complexas, sempre li poesia, desde que me entendo por leitora ( isso vem lá dos 10 anos de idade). Aos onze anos ganhei um concurso de poesia na escola, o título do poema era O mar, cheio de rimas e música... ainda me lembro dele, mas vou me resguardar na desculpa de que quero publicá-lo em um possível livro.
Todo início de ano era a mesma coisa: mamãe comprava os livros e eu ia pra uma rede verde em meu quarto me deitava e lia todas as poesias dos livros de português... depois de ler eu inventava melodias para todas elas, e cantava horas a fio, balançando na rede verde, looonge... espero poder proporcionar viagem semelhante ao meu filhote. Assim me acostumei, me apaixonei por essa forma de escrita que continuo cultivando em minha vida. Coleciono cadernos e agendas desde a mesma idade, 10 anos, escrevia cartas e mais cartas, músicas, meus dias... tudo era grande o suficiente para virar um texto, para se imortalizar em uma página, duas, três... e assim até hoje. Mesmo com o advento tecnológico do blog continuo escrevendo em um caderno, às vezes retiro de meu caderno e coloco aqui, partilho com quem mais se interesse... alguns que acham interessante, e quase sempre recebo um comentário, um palpite, um convite, uma prosa... é delicioso. Até quando me deprime, até quando escrevo o piegas, quando fico aqui conversando aparentemente sozinha, mas que de todas as formas me alivia. Escrevo partilhando, escrevo imortalizando, escrevo para matar também. Escrevo sem vergonhas e escrevo com respeito. O essencial para a poesia é tê-la vivido, e respeitar os signos que utilizamos. Sem dúvida, dom e prática trazem perfeição.
Preciso de muito mais, eu sei, por isso falo tanto em ânsia de infinito e em estar preparada. Eu vivo a poesia acima de tudo, e nada melhor que a paixão em nossas vidas. Essa comoção amaldiçoada e essencial...
Todo início de ano era a mesma coisa: mamãe comprava os livros e eu ia pra uma rede verde em meu quarto me deitava e lia todas as poesias dos livros de português... depois de ler eu inventava melodias para todas elas, e cantava horas a fio, balançando na rede verde, looonge... espero poder proporcionar viagem semelhante ao meu filhote. Assim me acostumei, me apaixonei por essa forma de escrita que continuo cultivando em minha vida. Coleciono cadernos e agendas desde a mesma idade, 10 anos, escrevia cartas e mais cartas, músicas, meus dias... tudo era grande o suficiente para virar um texto, para se imortalizar em uma página, duas, três... e assim até hoje. Mesmo com o advento tecnológico do blog continuo escrevendo em um caderno, às vezes retiro de meu caderno e coloco aqui, partilho com quem mais se interesse... alguns que acham interessante, e quase sempre recebo um comentário, um palpite, um convite, uma prosa... é delicioso. Até quando me deprime, até quando escrevo o piegas, quando fico aqui conversando aparentemente sozinha, mas que de todas as formas me alivia. Escrevo partilhando, escrevo imortalizando, escrevo para matar também. Escrevo sem vergonhas e escrevo com respeito. O essencial para a poesia é tê-la vivido, e respeitar os signos que utilizamos. Sem dúvida, dom e prática trazem perfeição.
Preciso de muito mais, eu sei, por isso falo tanto em ânsia de infinito e em estar preparada. Eu vivo a poesia acima de tudo, e nada melhor que a paixão em nossas vidas. Essa comoção amaldiçoada e essencial...
Au revoir!
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Toda lucidez será castigada
Existe uma tempestade não muito longe daqui. Vivo na iminência dela. O ar ao meu redor está sempre pesado e o sol não é uma opção. Muitos não entendem o que digo ou sinto, mas sei que há uma tempestade não muito longe daqui. Quando eu tinha 9 anos me senti tão perto desse temporal que parecia chover dentro de mim. Hoje sou muitas e todas ficamos tensas quando a tempestade se aproxima. É que ficamos com o corpo febril, o ar estranho nos torna densas. Os olhos ficam bem abertos, alta percepção, uma grande angular que captura as essências das imagens.
Há uma tempestade não muito longe daqui e ela sempre tem raios. Eu sei pois o céu pisca estranho quando ela se aproxima, sei do cheiro de ozônio, sei do medo de trovão. A tempestade me persegue mas nunca me alcançou na vida por isso é que ando quase sempre alterada Tenho medo da tempestade: ela pode me cegar, me d i s s o l v e r , me entregar...
Há uma tempestade não muito longe daqui e ela sempre tem raios. Eu sei pois o céu pisca estranho quando ela se aproxima, sei do cheiro de ozônio, sei do medo de trovão. A tempestade me persegue mas nunca me alcançou na vida por isso é que ando quase sempre alterada Tenho medo da tempestade: ela pode me cegar, me d i s s o l v e r , me entregar...
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
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