quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Água viva

Sob o peso da atmosfera
temos a certeza de um sussurro
ao pé do ouvido
O vento mordido
repete os mesmos verbos:

Somos os mortais perdidos
com medo do infinito
sorrindo diante do hediondo

Somos os meninos
carregando baldes vazios
rumo ao poço dos desejos
fragmentados pelo sol

Somos enfim solitários
vadios e canalhas
presos às insinuações diárias
aos ditados desmerecidos

Continuamos de terno
soltos no meio da rua
sorrindo, patéticos e belos,
inconscientes que estar vivo,
realmente, não tem de quê.

10 comentários:

George Dantas disse...

Somos atentos a nossa bitolação àquilo que nos interessa!

Zorbba Igreja disse...

Ótemo!

Tava sentindo falta.

Bjos

Zorbba Igreja disse...

Ótemo!

Tava sentindo falta.

Bjos

Joana disse...

que lindo!
:D
;*

Arianne Pirajá. disse...

que lindo!
:D
;*

Arianne Pirajá. disse...

Lindo, amei...
:D
;*

dadina disse...

nunca ninguém teve coragem de te dizer, mas sua poesia não traz emoção nenhuma. não compraria seu livro. gastaria o dinheiro com algo mais util. papel higiênico por exemplo.

Laís Romero disse...

Dadina: obrigada pelo toque, a opinião de todos é muito importante! Beijos!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Putz, se sua poesia não trás emoção, quero nem que a dadina leia a minha rsrs... este cá foi, sem dúvida, dos que mais gostei... li faz um tempo, reli... fiquei sem saber o que comentar e, por fim, achei que nem precisasse...

"Somos os meninos
carregando baldes vazios
rumo ao poço dos desejos
fragmentados pelo sol"


Reverberou cá...

;)

Rosa Chock disse...

Gostei do Blog, já estou seguindo.
bjok
tudorosachok.blogspot.com