sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Do que em mim é de mim tão desigual"

Quero a felicidade daqueles instantes insanos. Quero me ver livre dos fantasmas que trouxestes. Quero a sabedoria de amanhã, mas quero agora! Quero a dor de mais viver, que sou carne e vou morrer. Quero o respirar macio do depois. Quero a taquicardia do mês inteiro. Quero o instante que já passou, já passou... Quero aquele teu sorriso agonizante. Quero o sono mais gentil. Quero o que não me foi ofertado em gratidão. Quero a lentidão das possibilidades da velhice. Quero os dedos e os anéis. Quero a mais alta nota musical. Quero o veludo moldado à machadadas numa tábua de madeira. Quero o carinho também. Quero o grito, a alma e o osso. Quero continuar caindo no fosso do amor.

Escrevo neste instante minhas tolices mais mundanas. Muito prazer em ser humana.

4 comentários:

Moça do Fio disse...

Prazer em ser humana também ;-))

Eu também quero. O quê? Tudo. Tudo que me fizer completamente humana.

Beijo.

Daniela disse...

lindo!


quero dançar *-*

eu e outras de mim disse...

uma história de amor (que já morreu?)
dispo devagar a cortina de um conto
pra não acordar com as letras entaladas na garganta
da noite estranha
insônia...

Gil. disse...

ah, gostei tanto!
=)