terça-feira, 13 de julho de 2010

Pausadamente árida

Nem o vento é capaz
de condensar as minhas lágrimas.
Hoje que me faço
ataduras de veludo
aos ouvidos machucados.
Logo hoje
minha coluna
mantida ereta
cabeça erguida
e
na testa
um suor porco.
Me sinto pouco.
Talvez nenhum.
E não choro
águas paradas
lagoas desembocando no caos.
Logo hoje
elegia ao tempo
eu sofro de mundo
e mudo
o vento
a cada instante.
Queria mesmo era chorar.

6 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Que possa a lágrima ansiada lavar a aridez...

Zorbba Igreja disse...

esse me acertou...excelente!

Zorbba Igreja disse...

esse me acertou...ótemo!

bjo

Luara Q. disse...

Quanta intensidade!

Natural.Origin disse...

Sorrir...

Sorriso:)

Carol Sousa disse...

Eitaaa Laís....cara, teu blog é uma delícia!!!!

Não sei se vc ainda lembra de mim, mas te ler aqui vai ser sempre um prazer agora!!!!

Esse foi forte...

Já estou seguindo...

Bjo grande!!!