sábado, 11 de agosto de 2007

Desatino de nós

são tantos os desatinos e disparates
tal qual pregos que caem numa bandeja de metal
ensurdecida
insandecida
por vezes tinindo
entrego o jogo
desato os nós deitada na grama
deitada na neve
com toneladas de devaneios sobre as sombrancelhas
a noite não me comove mais
e as luzes da manhã não despertaram ainda
piso devagar
divagando profana
mas os nós - todos nós - que criei
nós vamos sair dessa
nós não somos mais
todos eles desistiram
destruiram a colorida viagem
e me jogaram nas paragens
em frente a uma porta
que nunca vai se abrir.

Um comentário:

Washington disse...

acho que voce nunca vai dar de cara com uma real porta dessas, tudo sempre vai abrir.