Antes de tudo era o vazio das horas oceânicas e o Saara de páginas a desafiar meus dias.
Antes do extraordinário eram as hemorrágicas aparições, os derramamentos despudorados e as palavras em demente êxtase.
Antes, bem antes...
Agora são os instantes a passar, e a morte a clarear os fios nas cabeças dos humanos. Instante confuso...
Amanhã,(doce planejamento ridículo) talvez nasçam as histórias certas.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Definições
Literatura de beira de abismo.
Lirismo de ponta de esquina.
Estilo mimeografado.
Movimento concretinos.
Lirismo de ponta de esquina.
Estilo mimeografado.
Movimento concretinos.
terça-feira, 22 de julho de 2008
A imagem no espelho me responde: eu não erro!
Eu sabia que uma hora a explosão viria e voilá! Cheguei ao ponto extremo, quando é que não chego? Umas tantas coisas que se acumulam para derramar e em diversas explosões transformarem o contexto em dor e sal na boca.
Eu não sou agressiva.
Um dia quem sabe...
(alguém tem obrigação de saber?) se é que há algo a ser conhecido de dentro do cerne maldito que emana falsas expressões.
Cansada, partida ao meio.
Adoece-me ser sensível.
Ainda assim...
sim eu vou sorrir na decadência, que eu sei, eu traduzi de algum lugar, a decadência é a total presença de consciência de mundo, pensar demais adoece, o sangue não para de correr por que não pensa.
Talvez, se um lugar de salvaguarda garantida me aparecesse, eu pudesse ficar inconsciente de uma vez e parasse de correr com as pernas pro ar: esperneio infantil.
Sei não, tudo tão assim perdido, tanto a mil: agônica.
Vale a pena não, mas cresci assim... a mil por horas e horas, consciente de tudo, mas sem deter o controle dessas alterações. Desequilibrada?
Não permito mais do que estes pequenos parágrafos e umas tantas doses de algum entorpecente qualquer.
- Te cuida!
- Ta...
Eu não sou agressiva.
Um dia quem sabe...
(alguém tem obrigação de saber?) se é que há algo a ser conhecido de dentro do cerne maldito que emana falsas expressões.
Cansada, partida ao meio.
Adoece-me ser sensível.
Ainda assim...
sim eu vou sorrir na decadência, que eu sei, eu traduzi de algum lugar, a decadência é a total presença de consciência de mundo, pensar demais adoece, o sangue não para de correr por que não pensa.
Talvez, se um lugar de salvaguarda garantida me aparecesse, eu pudesse ficar inconsciente de uma vez e parasse de correr com as pernas pro ar: esperneio infantil.
Sei não, tudo tão assim perdido, tanto a mil: agônica.
Vale a pena não, mas cresci assim... a mil por horas e horas, consciente de tudo, mas sem deter o controle dessas alterações. Desequilibrada?
Não permito mais do que estes pequenos parágrafos e umas tantas doses de algum entorpecente qualquer.
- Te cuida!
- Ta...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
da competência, ou a falta dela...
Já estou cansada de escrever sobre metafísica.
Por vezes esqueço de sonhar e nunca aprendi a contar histórias..., é estranho, mesmo escrevendo desde sempre eu não sei contar histórias. Apenas reescrevo a minha, todos os dias...
Por vezes esqueço de sonhar e nunca aprendi a contar histórias..., é estranho, mesmo escrevendo desde sempre eu não sei contar histórias. Apenas reescrevo a minha, todos os dias...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Acrílica e pastel

Intervenção para todos os sentidos
Realizado pela Kitupira produções. Um belo dia...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Conto-confronto
O personagem rude atravessa a rua, a personagem fria desliza.
O personagem exausto grita escuro, a personagem enérgica se cala nas pálpebras fechadas.
O personagem rouco se dobra e desdobra, a personagem bailarina de pupilas arredondadas abarca o sorrir...
O personagem disposto se oferece em favores, a personagem ingrata se orgulha de precisar calada.
Uma batalha vã que se resume ao palpitar macio, mãos frias, preocupações extensas, pensamentos em demasia, conselhos sem sentido, sentidos sem rumos e pretérito-mais-que-presente.
No fim das contas, paga-se à vista e a carne é triste e gostosa.
O personagem exausto grita escuro, a personagem enérgica se cala nas pálpebras fechadas.
O personagem rouco se dobra e desdobra, a personagem bailarina de pupilas arredondadas abarca o sorrir...
O personagem disposto se oferece em favores, a personagem ingrata se orgulha de precisar calada.
Uma batalha vã que se resume ao palpitar macio, mãos frias, preocupações extensas, pensamentos em demasia, conselhos sem sentido, sentidos sem rumos e pretérito-mais-que-presente.
No fim das contas, paga-se à vista e a carne é triste e gostosa.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
como disse uma amiga: Tudo se resume a nada.
dá pena! E vontade de rir de mim.
dá pena! E vontade de rir de mim.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Da necessidade de falar
Queria vomitar sem frescura
abraçar o vazio, infinito
gritar no escuro
inventar uma luz.
Queria não, quero...
querer sem vislumbre,
um momento,
breve,
um instante de faltar ar.
Quero querer-me intensamente...
Insano não perceber
que a voz propaga como silêncio
a angústia que mereço ter.
abraçar o vazio, infinito
gritar no escuro
inventar uma luz.
Queria não, quero...
querer sem vislumbre,
um momento,
breve,
um instante de faltar ar.
Quero querer-me intensamente...
Insano não perceber
que a voz propaga como silêncio
a angústia que mereço ter.
terça-feira, 1 de julho de 2008
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