quarta-feira, 17 de março de 2010

eu já era.

A vida é chata e sem graça, está perdendo o brilho a cada instante petrificado pelo obrigado. Obrigada, eu digo, e sempre viverei assim, obrigada por tudo e um pouco mais. Não se deve falar alto, um imprevisto me carrega as forças, o gosto deve ser refinado, a roupa muito bem abotoada e a postura ereta como uma lança que impala o cadáver. Conhecer de tudo e ser a mais bem educada flor de requinte além, é claro, da pontualidade. Os pesadelos se concretizam e o brilho dá lugar a um amargor característico de quem se dobra ao real. Será felicidade viver assim? Não ouso responder, uma vez que poderia estar falando no momento inoportuno. Ou talvez seja apenas inoportuno e inadequado falar desta maneira tão inconstante. Com a sua licença, mas não posso ficar, tenho outros compromissos, os mais pervertidos possíveis e os impossíveis também, só peço que não alardeie por aí tal afirmação, pode destruir meu caminho já há muito ditado.

Passar bem.

3 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Intenso... há um abismo entre a máscara e o eu... o viver cotidiano só permite a máscara - é muita luz para os cegos o mero olhar o eu-nu... :)

Leonardo B. disse...

[coração hi-tech, a quanto obrigas!]

um imenso abraço, Laís

Leonardo B.

continuando assim... disse...

Convite para ler

O livro "Continuando assim...", foi maltratado...

Resolvi por isso, e porque tanta gente não encontra o livro onde deveria estar (nas livrarias), recontar a história , lá no
…. Continuando assim…

Vamos em metade da história, o livro reescrito , não está igual (nem podia) ao que foi editado.
Um obrigada especial a quem segue (pois só vale a pena assim).
A quem chega de novo, umas boas vindas sinceras. E outro obrigada .

Mais uma reflexão em relação a todo este assunto, e um conselho, se é que me é permitido:

--- quando vos pedirem dinheiro para editar as vossas palavras, simplesmente digam que não ---
Bj
Teresa